24) O Dilema Social - como ser social numa rede desfeita?

 


Um novo mundo está sobrepondo a realidade física. Ele é de todos, mas ainda não sabemos que ele está atuando sobre nós sem nossa gerência.

 Atua sobre o social, mas romperá sobre a sociedade se não o colonizarmos com valores humanos.

O que fazer? Continuar seguindo junto inconscientemente, resistir e viver a parte, ou escolher a vocação dos novos tempos?

Em trocas de paradigma, como na Revolução Industrial, muitos saíram do Campo para viver na pobreza e manter a máquina girando. Não foi uma escolha, foi uma mudança de era. Agora, o mundo digital se impôs, mas extrai nossas cabeças para o Shopping Virtual Mundial, enquanto nos faz cada vez mais dependente dele.

Como saber se sou manipulada no novo mundo quando faço parte da manipulação sem saber?

Este é o desafio posto pelo excelente documentário “O Dilema Social” (#TheSocialDilemma) na Netflix.

O filme alerta sobre o atual Exterminador do Futuro: O Algoritmo! E não adianta falar que toda geração teve o seu desafio. Não se trata de mudança de gerações, mas de uma reorganização social mundial. Ou sua total desorganização.

Ele escolheu você e tudo o que sabe sobre os seus cliques. E nem precisa de grandes manobras, mas dos seus dados manobrando você. É que as redes sociais “gratuitas” se sustentam vendendo algo para os anunciantes: nós.

Para nos vender, precisam nos viciar. Se o que nos apetece, por exemplo, é a Terra Plana, o ódio ou gatinhos, isso aparecerá no feed junto com o produto (seja um chá inofensivo ou um governo destrutivo). Imagina isso numa mente com menos de 16 anos?

Se você já sabia disso, não sabe como estas mensagens agem no cérebro de uma criança. Então, o que fazer? Minha hipótese: temos que colonizar este novo mundo criando regras. Mas vamos chegar lá mais abaixo.

O ódio nas redes, então, não mostrou a nossa cara, mostrou como somos viciados: despertam uma emoção em nossa bolha vigiada que é jogada contra outra bolha vigiado, se as duas, mesmo se matando, comprarem o mesmo tênis.  Maquiavel já dizia, separe para vencer.

Claro que estas emoções são antigas e sempre foram manipuladas, mas nunca nesta escala, e nunca sugando a mente das nossas crianças como atualmente. É o nosso futuro, neles, que está sendo roubado.

Então é verdade! Criamos o Exterminador do Futuro, vivemos na Matrix e somos o Truman, cada um num mundo sob medida para vender sucrilhos. 

O documentário, O Dilema Social, então fala em mecanismos de proteção. Mas não ultrapassa a polaridade GRANDES EMPRESAS X USUÁRIO. 

Ora, a questão fundamental, ao me ver, é que o algoritmo não nos governa! Ele é o novo mundo, mas não tem cabeça, como toda Era que aguarda a nossa cabeça para girar.

Podemos ser manipulados, manipuladores ou agentes que dão vocação humanitária para ele. O que faremos?

Mas... Corporações implodem Governos com algoritmos. O que importa se vamos nos matar para elas vencerem?

Mas... alguns Apps sucatearam o trabalho de muita gente. O que importa, se ganhamos bônus às custas deles? 

Como não ser seduzido por algo que dá poder? Esta pergunta universal aparece quando o anel de Sauron (senhor dos anéis) está na mão da gente.

Como manter a vocação humana de viver em sociedade se deixarmos a nova rede romper o tecido social? 

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